Sunday, August 13, 2006

Apesar de hoje estar bastante mais fresco,parecem-me, no entanto, muito a propósito as palavras de Florbela Espanca.

Senão leiam lá

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
--- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Florbela Espanca

2 comments:

Inês de Castro said...

e eu...também ando a gritar, morta de calor. Peço a S. Pedro que nos refresque as alminhas....ufaa

Evaluna said...

tá gira essa miuda.O teu sentido de humor é magnífico. E és tão querida!!!!!!!!!!!!!!!!!!adoro-te

Pessoal o Sol nasce todos os dias!

Nunca se esqueçam disso!

leituras vitais

  • O Evangelho segundo Jesus Cristo
  • Cem Anos de Solidão
  • Até amanhã camaradas
  • O tempo das giestas
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  • Ave Maria (Bach cantado por Maria Callas)
  • Hide in your shell (Supertramp)
  • A gente vai continuar (Jorge Palma)
  • Reloj non batas las horas (bolero cantado não sei por quem...)
  • banda sonora do filme Cinema Paraíso

O sol é um presente que a aurora traz principlamente para mim!

todos os dias da vida!

evaluna

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