que me obriga a olhar para mim
um Cristo lindíssimo
sofre para cumprir uma obrigação
e por ter que cumprir essa obrigação
mas a luta é interior
tem pena de si
sofre
porque precisa de sofrer
mas
a vida é mais forte
e muito mais dolorosa
do que a cruz que
pintamos como se de um exorcismo se tratasse
o nascer do dia
os pés cheios de terra
molhados
num quintal qualquer
um filho (de xuxa) que pára o filme para se atirar paara cima de nós e dizer "mãe eu adoro-te"
Nosso querido Cristo
todos temos direito a isso
Ninguém tem o direito de te negar a vida
Bate-te na cruz
Não te rendas nunca
Só assim serás O Cristo
aquele que tem sido o símbolo de todos
os que recusamos deus
queremos-te terreno, falível,nosso
capaz de acusar o Pai
rendê-lo à sua condição de deus de barro
dizer-lhe que é de barro
porque assim o imaginaram e construiram há muito tempo a esta parte
Cristo não nos falhes
porque estamos contigo
Deus sem nós não é nada
mas TU
Tu és nosso
querido e amado
sabes porquê?
porque o nosso amor é o mesmo
Friday, August 17, 2007
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Pessoal o Sol nasce todos os dias!
Nunca se esqueçam disso!
leituras vitais
- O Evangelho segundo Jesus Cristo
- Cem Anos de Solidão
- Até amanhã camaradas
- O tempo das giestas
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Music to my ears
- Ave Maria (Bach cantado por Maria Callas)
- Hide in your shell (Supertramp)
- A gente vai continuar (Jorge Palma)
- Reloj non batas las horas (bolero cantado não sei por quem...)
- banda sonora do filme Cinema Paraíso
O sol é um presente que a aurora traz principlamente para mim!
todos os dias da vida!
evaluna

2 comments:
03.49 da manhã. Horas de deitar, ou talvez não. O cansaço da semana ajuda a estar acordado. Trata-se de um hábito, de uma fantasia, de um fétiche. Talvez seja noctívago, mas isso é mesmo isso, um fétiche. Absurdo, curioso, mas fatal, como só as noites ao sul o poderiam ser. As noites escuras, depois do dourado, da luz, finalmente, a suavidade nocturna, as sombras que não estão por cá, a placidez das estrelas. Sim, porque de estrelas falamos, porque de sonhos, de fileiras, de ideias, falamos. Cristo, encarnado, ou endeusado, é só uma expressão do nosso amor pela humanidade, pelo homem, por aquilo que de bom a natureza, o mundo, o universo nos reserva, mas, acima de tudo, tudo o que nos reservamos, a nós e aos outros, aquilo que achamos fundamental, a dignidade, a capacidade de luta, apesar de todas as derrotas, apesar de todas as contradições (quem disse que teríamos que ser muito certinhos, hummm, quem disse que o Mundo é certinho???, hummm, se eles podem dispôr da sua lógica, porque não dispormos da nossa? hummm????), apesar de todos os nosso enganos? Nada que não possa ser remediado, pensado, sentido, e nada, também, que não possa ser enganado, ultrajado, desmentido, obscurecido, enganado e estupidificado. tudo é possível, às 04.01 da manhã, quando este post é possível. Mas há certezas que perduram, tão carnais, como os desejos mais carnais às 04.02 da manhã. Não, não é disso que se trata; mas há coisas que só fazem sentido quando se sentem na pele; e essas, felizmente, ou talvez não, são cada vez mais raras. É que tudo aquilo que de mau a vida nos vai reservando só se revela devagarinho, muito devagar, consoante o ritmo dos nossos passos por aqui. É aqui que desaguamos no Evangelho, segundo Cristo, é claro. O ser humano tem um limite para as experiências metafísicas que a Divindade nos quer submeter, ou seja, não quer saber dessas merdas; se são experiências metafísicas, fiquem lá os metafísicos com essa merda, que nós já temos que nos baste.
o teu cristo é o meu tb se ainda n percebeste.
a poesia tem muitas vertentes e a realidade tb.amo-te.
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