Friday, September 07, 2007

O grande amor de Cem anos de solidão...

é,na minha enésima leitura de Cem anos de solidão, e qual click de clarividência, o menino que recorda aquela vez em que o pai o levou a ver o gelo,que deixa Ursula com o coração nas mãos durante tantos anos, que desenha no chão um círculo que o isola do resto do mundo,que tenta iludir o frio permanente com uma manta permanentemente ilusória, que faz e desfaz e volta a fazer peixinhos de ouro,que se senta à porta da rua e responde a quem dá por ele - aqui estou á espera que passe o meu enterro,que acorda no ultimo dia de vida com uma lucidez e uma calma só possível a um narrador profundamente envolvido,é, repito,a personagem mais bonita deste livro tão lindo e, estou absolutamente convencida,a personagem mais amada,porque nenhuma outra morre como um pardalinho que esconde a cabeça entre os ombros debaixo do mesmo castanheiro onde o seu pai, que lhe mostrou o gelo, morreu.
O Coronel põe ponto final na história.
Depois dele
todos à espera do fim.

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Pessoal o Sol nasce todos os dias!

Nunca se esqueçam disso!

leituras vitais

  • O Evangelho segundo Jesus Cristo
  • Cem Anos de Solidão
  • Até amanhã camaradas
  • O tempo das giestas
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  • Hide in your shell (Supertramp)
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  • Reloj non batas las horas (bolero cantado não sei por quem...)
  • banda sonora do filme Cinema Paraíso

O sol é um presente que a aurora traz principlamente para mim!

todos os dias da vida!

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